Gostava de saber o que alguns socialistas almeirinenses acham das novas regras impostas pelo PS, relativamente à duplicação de candidaturas nas listas para as Eleições Legislativas e para as Eleições Autárquicas.
Será que também lamentam o timing como a sua camarada aqui do lado porque queriam o melhor de dois mundos? Ou, pelo contrário, consideram que estas regras já deviam ter sido implementadas há mais tempo e que, portanto, se deviam aplicar, também, aos(às) candidatos(as) ao Parlamento Europeu?
No entanto, o mais provável é ficar sem resposta. Resta-me, pois, aguardar pelo dia 17 de Agosto (e não o mês de Setembro) para matar a minha curiosidade.
Com mais ou menos dificuldade, dependendo das unidades curriculares e da disposição pessoal para abordar os estudos, o primeiro de três anos já está concluído. Só já faltam dois...
Agora, mãos à obra, que até 11 de Outubro o tempo voa...
As novidades poderão passar pela composição das listas, com a saída de alguns nomes que têm dado mostras de cansaço. Aliás, o recandidato refere que «é normal que existam mudanças». Falta saber quem sairá e quem entrará.
No entanto, parece-me que o timing referido para o anúncio dos candidatos está muito desfasado da realidade. Como se sabe, existem um prazo para entrega das listas no Tribunal e, com a realização das eleições autárquicas a 11 de Outubro, esse prazo termina a 17 de Agosto. Portanto, não é necessário esperar pelo mês de Setembro para se conhecerem os candidatos socialistas.
Tenho acompanhado com alguma curiosidade e bastante interesse o novo blogue almeirinense, "Desafio de Almeirim", da autoria do Engº. José Andrade. Em primeiro lugar, porque Almeirim pouco interesse mostrou (e tem mostrado) pela sua história. À excepção da Associação de Defesa do Património Histórico-Cultural do Concelho de Almeirim, poucos mais têm tentado divulgar o nosso passado. Depois, porque o panorama blogosférico concelhio estava carente dum espaço assim. Por aqui tem-se discutido muito, usado e abusado do anonimato nos comentários, aproveitando esse facto para lançar, na praça pública, detalhes mais privados de algumas figuras do nosso concelho, e que nem sempre são correctos.
De todos os textos já publicados sobre a História do nosso concelho, um houve que me chamou à atenção: "O Berço da Tauromaquia". Como ribatejano, gosto de tauromaquia. Como almeirinense, sinto um enorme orgulho saber que na minha terra ocorreu o nascimento dessa tradição.
Almeirim está, praticamente desde a sua existência, ligada à tauromaquia. Isso é constatável pelas figuras almeirinenses que se destacaram (e se destacam) nesta arte. No entanto, sinto desgosto por ver que a tauromaquia tem vindo a perder interesse pelas gentes de Almeirim, nomeadamente por quem tem responsabilidades na condução dos destinos deste concelho. A cultura almeirinense não se limita aos ranchos folclóricos (de que eu também sou apreciador). A cultura de Almeirim não se restringe à gastronomia.
Mais desgosto sinto quando vejo, em Santarém, um Presidente de Câmara que não é scalabitano, mas que vestiu a camisola das tradições da sua terra e conseguiu, em quatro anos, revitalizar a utilização da Praça de Touros, com a realização da Feira Taurina de Santarém. Em Almeirim, pelo contrário, temos um executivo municipal maioritariamente composto por pessoas que, ou nasceram em Almeirim ou aqui estão radicadas há muito tempo, mas que têm optado, ao longo dos anos, por relegar esta forma de cultura para um segundo plano.
Talvez fosse altura do formato das Festas da Cidade ser re-equacionado e integrar festejos taurinos. Afinal de contas, Almeirim foi o Berço da Tauromaquia!!!
Sobre o TGV, que o Governo teve o bom senso de adiar decisões para o pós eleições legislativas, publico excerto dum texto recebido via e-mail.
«Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.
Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza. A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.
Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha(com pequenas extensões a países vizinhos).
É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos.
Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa - Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País. Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:
- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma); - mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de euros cada uma); - mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de euros cada um).
E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.»
Sinto cada vez mais orgulho em ser sportinguista. Enquanto outros se entretêm com a saída dum treinador e a entrada de outro, no SCP reina a tranquilidade e a estabilidade. Que assim perdure, por muitos e bons anos.
A fotografia que encima este texto é uma das que figurarão na exposição comemorativa das Bodas de Diamante do UFCA, que estará patente no Átrio da Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval e que será inaugurada no próximo sábado, dia 13 de Junho.
Como sócio e membro do Conselho Fiscal do UFCA marcarei presença na inauguração desta exposição, que nos dá a conhecer 75 anos de história do clube mais representativo do concelho de Almeirim. Estranha coincidência (ou não), dia 13 de Junho é o dia de aniversário do meu falecido pai, também ele membro da direcção do UFCA aquando da inauguração do Estádio D. Manuel de Mello.
Há cinco anos escrevi, no jornal "O Almeirinense", um artigo aquando dos 70 anos do UFCA. Terminava assim:
«Antes de terminar, não quero deixar de dar uma palavra de apreço para a actual direcção, nomeadamente para o seu Presidente, que tendo conhecimento da situação catastrófica em que se encontrava o UFCA, não desistiu e decidiu, como se diz na gíria taurina, “pegar o toiro pelos cornos”.
Para aqueles que referi no início [os que foram dirigentes aquando da inauguração do estádio] e que já partiram deste mundo, uma palavra de agradecimento por tudo o que fizeram em nome de Almeirim, sabendo que, se fosse possível regressarem ao nosso convívio teriam uma enorme tristeza ao verem o seu União de Almeirim na situação em que actualmente se encontra!»