segunda-feira, 26 de novembro de 2007
[17] O Povo é Sereno
Para recordar o 25 de Novembro de 1975... Isto aconteceu em Portugal, há 32 anos atrás.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
[16] A resposta
Porque entendo que os leitores deste espaço devem ler tudo (comentários incluídos), decidi publicitar o teor do email que me foi remetido, tendo dado conhecimento ao leitor Armindo Bento disso mesmo.
Mensagem de correio electrónico remetida por Armindo Bento a Humberto Neves em 23.11.2007 às 10:29.
Caro Humberto Neves,
Pois é voçê tem razão
--(«A palavra é ainda concedida aos Vereadores, no final da reunião, para o exercício do direito da defesa da honra », n.º 5 do artigo 32.º do Regimento da Assembleia Municipal).
Por isso, aguardo que na próxima Assembleia Municipal o Grupo do PSD tenha a humildade de apresentar um pedido de desculpas, pois estavamos a discutir um ponto da Ordem de Trabalhos e não no fim da Assembleia e de acordo com a Lei e Regimento nos pontos da Ordem de Trabalhos só os deputados municipais podem intervir e o presidende da Câmara ou o ou os vereadores em que ele delegar ( alínea c) nº 8 artº 25º do Regimento ( foi uma situação muito grave tanto mais que o vereador do PSD é licenciado em Direito!
Tem também toda a razão quanto ao tempo dado para discussão dos assuntos, por isso irei ser cumpridor com o REGIMENTO , a propósito o GRUPO DO PSD passará a ter direito a 7 minutos por cada 60 minutos de discussão !
Também tem razão é que nãome tinha apercebido que a "campanha eleitoral já havia começado , mas não acha que é ainda muito cedo?
Quanto á situação da ALDESC, fizeram uma avaliação politica errada, acontece aos melhores
Sempre foi e será o meu comportamento , não importa quem faz as coisas, importante é serem feitas!
As minhas saudações
NÓS SOMOS CAPAZES DE FAZER MAIS E MELHOR !
Armindo Bento
Algumas considerações sobre este comentário.
O que escrevi foi apenas a minha opinião, como almeirinense, sobre o que se passou na Assembleia Municipal.
No meu texto não existe nenhuma referência a “campanha eleitoral”. Talvez se tenha equivocado, na sua ânsia de querer justificar o injustificável. Não se esqueça que a única força partidária do concelho em permanente “campanha eleitoral” não dá pelo nome de PSD!!! A propósito, parece que já inauguraram a estátua do frade da Sopa de Pedra… sabe quem lá esteve?
Quanto ao “acontece aos melhores”, “o melhor” é sem dúvida o cidadão Armindo Bento. Tem uma pós-graduação em Direito do Trabalho, faz parte dum grupo restrito de duas pessoas em Portugal com trabalhos publicados na área da extinção de empresas municipais, para além de trabalhar na Inspecção-Geral do Trabalho. Sabe: nos outros partidos também existem pessoas com elevadas qualificações. Mas ninguém vê essas pessoas a vangloriarem-se do que são ou do que têm. É que um pouco de humildade não faz mal a ninguém.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
[15] Parece que foi ontem…

Não há muito para dizer, porque as músicas que dele fazem parte falam por si só - são intemporais.
Como homenagem, durante as próximas semanas O Som do Blog vai ser inteiramente dedicado a “The Joshua Tree”.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
[13] Será a reforma???
A composição deste conselho de administração dá sinais de que o nosso presidente Sousa Gomes, que tanto gosta de acumular presidências, vai mesmo pendurar as botas. Se assim for, terei que dar a mão à palmatória e considerar que me enganei.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
[12] Um Dia Pela Vida
Um pouco tardiamente, chamo à atenção para a criação do Movimento “Um Dia Pela Vida”, da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o qual também já tem o seu espaço na internet.
Todos nós já contactámos, directa ou indirectamente, com este inimigo que é o cancro. Todos nós já perdemos para ele algum familiar, algum amigo, alguém nosso conhecido. No que a mim diz respeito, e no espaço de três anos, o cancro levou-me de dois familiares (um directo, outro por afinidade).
Quero deixar aqui uma palavra de parabéns àqueles que tiveram a ideia de criar este movimento em Almeirim e aos almeirinenses por terem aderido a esta causa.
[1] Depoimento de uma criança com cancro, recolhido pela Associação ACREDITAR e inserido na reportagem “Viver com o Cancro”, publicada na Revista Visão n.º 738, de 26.04.2007
[11] Ainda a Assembleia Municipal
Comparar o concelho de Almeirim com os concelhos de Mação, Sardoal e Ferreira do Zêzere apenas porque estes têm derrama à taxa zero e são os mais pobres do distrito não é ser honesto politicamente. Deveria dizer-se que estes concelhos são os mais pobres do distrito porque sofrem da interioridade e não tem acessos rodoviários privilegiados como o concelho de Almeirim. Ao contrário de Almeirim, que está bem situado geograficamente e dispõe de acesso as várias vias de comunicação (A1, A2 via A13, IC10 e, futuramente, IC3).
O executivo municipal recebeu um brinde por parte da bancada socialista. A Câmara pretendia que fosse aprovado um empréstimo de 211.504 euros; os socialista aprovaram uma proposta para que a Câmara possa recorrer à banca até aos 500.000 euros, sem que haja justificação para tal. Apenas e só porque se pode endividar. Atitude típica dos socialistas: quanto mais têm, mais gastam…
Dizer que o actual Governo está a cumprir com a promessa eleitoral dos 150.000 novos postos de trabalho e dizer que já foram criados 106.000, é atirar areia para os olhos. É querer tapar o sol com a peneira. É querer esconder o que não pode ser escondido. Então por que razão não falam dos quase 8% de taxa de desemprego, a mais elevada de sempre em Portugal e uma das mais altas da União Europeia? Não lhe convém?
[10] Lamentável
Apesar de representar uma cor política que não a minha, tenho aprendido a respeitar e admirar, ao longo dos anos, a forma como o Presidente da Assembleia Municipal de Almeirim conduz os trabalhos da mesma. Mas bastou a maneira como, na última sessão (realizada na passada sexta-feira, 16 de Novembro) exerceu os seus poderes de presidente para que esse respeito e essa admiração se tivessem perdido. Não digo para sempre porque, em política “sempre” e “nunca” não se podem usar.
Sabia-se, de antemão, que o ponto da ordem de trabalho que iria levantar mais polémica era exactamente o último, «Apreciação e deliberação sobre a proposta apresentada pelo Executivo Camarário sobre a extinção da empresa municipal ALDESC – Empresa Pública Municipal de Gestão dos Espaços e Equipamentos Desportivos e Culturais, EM». Logo um assunto tão polémico relegado para o último lugar na ordem de trabalho. Diria eu, de forma propositada, para que a discussão não se alongasse muito.
Depois de em todas intervenções da oposição (Maria Bernardina Andrada – CDS/PP, João Lopes – PSD e José Manuel Sampaio – CDU) se ter ouvido que os direitos dos trabalhadores tinham que ser salvaguardados, veio o deputado municipal socialista Armindo Bento dizer que gostaria de ter ouvido da oposição uma palavra na defesa dos trabalhadores da empresa… Um pouco mais de honestidade política não lhe ficava nada mal!!!
Seguiu-se aquilo que foi apelidado de “lição sobre as leis do trabalho”, dada pelo mesmo. Ultrapassando o tempo regimental previsto para a apresentação duma proposta («A apresentação verbal de cada proposta pelo Membro da Assembleia proponente ou pelo Presidente da Câmara deve limitar-se à indicação sucinta dos objectivos e fins que visa prosseguir e não exceder 3 minutos», n.º 3 do artigo 31.º do Regimento da Assembleia Municipal), enunciou, de forma desconexa, vários diplomas legais que, até o mais experimentado jurista, teria dificuldade em entender o que era proposto. Socorro-me ao blog do Vereador Francisco Maurício para ler a proposta apresentada e conto, nem mais nem menos do que OITO diplomas legais.
Após esta verdadeira aula sobre como integrar funcionários nos quadros de um município sem recorrer à figura do concurso público, seguiram-se os episódios que mancharam, para mim, a actuação do Presidente da Assembleia Municipal:
primeiro, não ter concedido à CDU 15 minutos para estudar a proposta apresentada, dando-lhe depois 5 minutos e, acabando por não dar nada;
segundo, ter acusado, ainda que implicitamente, o vereador do PSD de ser a favor da não integração dos funcionários nos quadros do município, e depois não lhe ter concedido o direito à sua defesa, violando mais um princípio do Regimento da Assembleia («A palavra é ainda concedida aos Vereadores, no final da reunião, para o exercício do direito da defesa da honra», n.º 5 do artigo 32.º do Regimento da Assembleia Municipal).
Em protesto pela forma prepotente como o Presidente da Assembleia Municipal conduziu os trabalhos da mesma, os deputados municipais do CDS/PP, do PSD e quatro dos seis da CDU abandonaram a sala e não participaram na votação, bem como os Vereadores da CDU e do PSD.
A maneira como esta sessão terminou deve-se, única e exclusivamente, à actuação do Presidente da Assembleia Municipal, que não agiu de forma isenta e imparcial. Para ser respeitado tem que respeitar, e isso não aconteceu. Talvez o facto de ter intervido duas vezes como deputado lhe tivesse originado alguma confusão.
No meio de tudo isto é estranho o facto dos deputados municipais do PS terem ficado calados e ter sido o Presidente da Assembleia a intervir sobre a ALDESC. Quando, há não muito tempo atrás, eram os deputados socialistas que faziam a defesa da empresa, enquanto o Presidente permanecia calado. Porque terá sido?
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
[9] "Control", de Anton Corbijn
Baseado na biografia assinada pela sua viúva, Deborah Curtis (publicada em Portugal, pela Assírio & Alvim, como Carícias Distantes) o filme preocupa-se mais com o homem que com a música que nos deixou. Numa perspectiva "familiar", descobrimos o jovem que admira David Bowie e que, como tantos seus contemporâneos na Inglaterra de meados de 70, vê a sua vida mudada pela descoberta do punk.
Estamos num bairro periférico de Manchester, em finais de 70. Ian Curtis, funcionário público das nove às cinco e criativo nas horas vagas, forma, com três amigos, os Warsaw, pouco depois mudando o nome para Joy Division. Em menos de dois anos, o grupo tornou-se num dos mais destacados fenómenos do movimento pós-punk, acabando inclusivamente transformado no paradigma de uma atitude que, entre nós, acabou conhecida como urbano-depressiva.
As letras e voz de Ian Curtis e o tom sombrio da música dos Joy Division foram expressão perfeita de um tempo e um lugar onde estas vidas aconteceram. Dividido entre um casamento precoce (e frustrado) e a descoberta de um novo amor numa jovem belga, atormentado por uma epilepsia (que se chegou a manifestar em palco), assustado com a ideia de uma carreira musical de cada vez maior relevo e mediatismo, Ian Curtis mergulhou numa espiral de tormentas que culminaram, a 18 de Maio de 1980, no seu suicídio, em véspera de partida dos Joy Division para a sua primeira digressão nos Estados Unidos.
A tragédia de Ian Curtis tem marcado gerações de músicos e melómanos desde então. Control assinala o reencontro de Anton Corbijn com uma das primeiras bandas que fotografou. (in DN, 2007.11.15)
terça-feira, 13 de novembro de 2007
[8] Os nossos enchidos
Foi ontem (12.11.2007) inaugurado o Centro de Corte e Fabrico de Enchidos Tradicionais de Almeirim, com a presença do Secretário de Estado da Agricultura e Pescas. Pompa e circunstância depois de toda a polémica criada em volta deste equipamento, principalmente pela forma como foi concessionado.Não me vou aqui alongar sobre o Centro de Corte e Fabrico. Considero-o um erro. Logo pelo facto de ter sido a autarquia a suportar (apesar dos fundos comunitários) os encargos inerentes à construção e ao equipamento. Depois, pela forma encontrada para a exploração, entregando-a a uma cooperativa, sabendo de antemão que existem produtores no concelho que não são sócios da cooperativa. Será que esses produtores não-associados não têm o mesmo direito de produzir os enchidos tradicionais nas mesmas condições que os outros? Não haverá aqui discriminação de uns em relação aos outros? O que farão agora esses produtores não-associados? Ver-se-ão obrigados a tornarem-se sócios da cooperativa ou deixarão de poder produzir os seus enchidos… Creio que, nestas condições, favoreceu-se a existência de um monopólio na produção dos enchidos.
O importante é que Almeirim passará a ter enchidos tradicionais certificados e, por conseguinte, poder-se-à avançar para a certificação da Sopa de Pedra. Uma decisão importante que, como vem sendo habitual neste concelho, peca por tardia…
Convém recuar uns bons e largos anos para se perceber a forma displicente como os nossos autarcas trataram a questão da certificação dos enchidos tradicionais. Esse processo, importantíssimo para a economia local, vai ser iniciado agora com, pelo menos, 14 anos de atraso. Sim!!! 14 anos!!!
A Portaria n.º 430/93, de 24 de Abril (portaria conjunta dos ministérios da Agricultura, Comércio e Turismo e do Ambiente e Recursos Naturais), criou as “marcas colectivas «Chouriço de carne tradicional de sopa de pedra», «Farinheira tradicional da sopa de pedra» e «Morcela tradicional da sopa de pedra» para os enchidos tradicionais destinados à preparação da «sopa de pedra» que sejam produzidos na área do concelho de Almeirim e que obedeçam às condições de fabrico e características prevista no anexo[1] à presente portaria.” Com a publicação deste diploma legal, o governo de então (último governo do Professor Cavaco Silva) abriu as portas para a certificação dos enchidos. A autarquia decidiu mantê-las fechadas por uns bons anos.
E é engraçado ver que, durante os últimos catorze anos, os principais protagonistas da vida política autárquica foram sempre os mesmos: o Partido Socialista e o actual Presidente de Câmara. E que tiveram sempre uma atitude relaxada para com o problema, do estilo «deixa estar, que um dia isto há-de ser resolvido». Aliás, como é seu apanágio.
A Câmara só começou a agir quando os talhantes foram alvo de pesadas coimas por parte da entidade fiscalizadora antecessora da ASAE, pressionando o Presidente da Câmara para que este actuasse, na defesa dos interesses dos talhantes e da preservação dos enchidos.
É claro que a pressa nunca foi amiga da perfeição. O que poderia ter sido feito ao longo dos anos, com a calma e a ponderação devidas, foi realizado em menos de metade desse tempo, de forma atabalhoada.
Ainda se cai no erro de prometer o que não se pode cumprir. Então o Presidente da Câmara, com toda a sua experiência de 18 anos à frente dos destinos de Almeirim, não sabe que qualquer propriedade pública não pode ser dada, arrendada, concessionada a um privado sem a abertura dum concurso público? Com esta infantilidade, poderia ter criado um grave problema. Felizmente, alguém com sensatez (e com muita benevolência) alertou para a grave irregularidade que se iria cometer.
Posto isto, será que vamos esperar mais 14 anos para a certificação da Sopa de Pedra???
[1] Este anexo estipula as condições a que terão de satisfazer os enchidos tradicionais de «sopa de pedra», nomeadamente os ingredientes, os condimentos, os formatos e as dimensões e o invólucro.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
[7] "Good things come to those who wait"
A cerveja (stout) irlandesa Guinness presenteia-nos com o anúncio publicitário mais caro de sempre: 14 milhões de euros.
Depois de ver este anúncio, e apesar de ser um lugar comum, tenho que afirmar que "a imaginação não tem limites"...
E venha de lá uma Guinness!!!
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
[6] PSD distrital
Como prometido, aqui estou a escrever sobre o processo eleitoral na distrital de Santarém do PSD. Não porque seja obrigado a isso, mas porque tendo a responsabilidade acrescida de ser (ainda) Presidente da concelhia de Almeirim e mandatário local de uma das candidaturas, devo esclarecer as razões do meu apoio a esta e não a outra candidatura.Há um ano atrás, apoiei incondicionalmente as candidaturas do Vasco Cunha (Comissão Política), do Miguel Relvas (Mesa da Assembleia) e do Professor Mário Albuquerque (Conselho de Jurisdição). Não apenas porque não tinha opção de escolha (em 2006, só houve uma lista candidata), mas porque acreditei (e acredito) que o projecto proposto merecia o meu apoio. Até porque nestas coisas de candidaturas, não basta ter os melhores se não se tiver propostas concretas.
Entretanto, passou-se quase um ano e chegou a altura de se escolher o líder nacional do PSD, tendo surgido no distrito um grupo significativo de militantes que apoiou a candidatura do Dr. Luís Filipe Menezes e que, como se sabe, conseguiram uma vitória histórica. Talvez eles, no seu íntimo, nunca pensaram que tal fosse possível. É claro que, nesse grupo, houve logo alguém que quisesse tirar outras ilações com esta vitória. Ilações a nível distrital… Como se uma eleição nacional tivesse algo a ver com outra de cariz regional… O líder da distrital (que tinha apoiado pessoalmente o Dr. Marques Mendes) decidiu colocar o seu lugar à disposição e solicitar a convocação de eleições antecipadas. E fez muito bem. É de louvar esta atitude, que outros criticaram. Se fossem eles a estarem no seu lugar, muito provavelmente, optariam pelo oposto…
Ora, sendo o seu projecto para dois anos, ele foi interrompido a meio. E, sinceramente, não vejo qualquer razão para, um ano depois, deixar de acreditar nele.
Continuo a apoiar esta candidatura, ou melhor, re-candidatura. Porque continuo a confiar nas pessoas que a protagonizam e, principalmente, porque ela tem um projecto credível, possível de ser concretizado, projecto esse que eu acredito ser o melhor para o distrito de Santarém e, consequentemente, para o concelho de Almeirim.
[5] O futebol tem destas coisas…
O empate de ontem torna as contas mais complicadas, mas se o Sporting jogar nos próximos dois jogos da Champions como jogou ontem, não tenho quaisquer dúvidas que Old Trafford será, realmente, o “teatro dos sonhos”!
terça-feira, 6 de novembro de 2007
[4] Santana vs. Sócrates

Por falar em PSD, o que chama a atenção hoje, 6 de Novembro, é a estreia de Pedro Santana Lopes (PSL) como líder da bancada parlamentar do PSD num grande debate – o da generalidade do Orçamento de Estado para 2008. Pela primeira vez, um ex-Primeiro-Ministro assume as funções de deputado e líder do seu grupo e defronta, na Assembleia da República, aquele que lhe sucedeu no lugar. Se tiver tempo e se o ADSL permitir, seguirei com atenção através da transmissão em directo pela internet.

Devo dizer que tenho grandes expectativas relativamente a este debate. Durante dois anos e meio, José Sócrates não teve, da parte do PSD, uma oposição aguerrida, que expusesse os pontos fracos da governação socialista. Porque as oposições, para além de terem que ser sérias, honestas e coerentes (como foi a do PSD de Marques Mendes), também têm que ter chama. E foi isso que faltou ao PSD durante este tempo.
O élan que levou Sócrates e o PS à maioria absoluta e o seu estado-de-graça posterior há muito que se começou a desvanecer. O desemprego aumentou, o crescimento económico é insipiente, os problemas sociais aumentam (disso é sinónimo os inúmeros assaltos, muitas das vezes violentos, que temos assistido nos últimos dias). As reformas prometidas foram sendo adiadas e, até ao final deste mandato, dificilmente verão a luz do dia. As mais significativas promessas eleitorais foram esquecidas. Para não falar no clima de medo que se instalou na sociedade portuguesa. Medo de falar, medo de criticar, medo de expressar publicamente as suas ideias e opiniões... Há muito que isto não se via em Portugal!!!
Voltando ao debate parlamentar: PSL é um poço de surpresas! É capaz do melhor e do pior. Mas acredito que todo o ser humano aprende com os seus erros. E ele já aprendeu. Além disso, é um excelente tribuno. Em campanha eleitoral, enquanto Sócrates debitava o que os telepontos lhe diziam, PSL falava de improviso. E, o facto de ser considerado um mau Primeiro-Ministro não significa que seja um deputado medíocre. Antes pelo contrário…
Com Santana e o grupo parlamentar a fazerem o seu melhor na Assembleia da República e com o partido unido em volta da actual liderança, acredito que, como me disse um amigo meu com um sotaque nortenho “Em 2009, o engenheiro Sócrates é [seja] prefeitamente batíbel!!!”
sábado, 3 de novembro de 2007
[3] Música
Por isso, não se admire se esta página lhe der música!!! Creio ser mais um incentivo para quem visita o blog de voltar mais vezes. Mesmo que não goste das “letras” que aqui escrevo, pode gostar da música que lhe “dou”; ou vice-versa.
Para começar, escolhi:
“(Sittin’ on) The Dock of The Bay” (Otis Redding)
“Me and Bobby McGee” (Janis Joplin)
“The Boxer” (Simon & Garfunkel)
“A Outra Margem” (Trovante)
“Goodbye Yellow Brick Road” (Elton John)
“Chelsea Hotel Nº 2” (Leonard Cohen)
“Leaving, On a Jet Plane” (John Denver)
“Heart Of Gold” (Neil Young)
Oito músicas, oito histórias… Espero que sejam do agrado dos visitantes como são do meu.
Para aqueles que esperam textos sobre temas “quentes”, esperem pela próxima semana. Isto está um pouco enferrujado…
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
[2] Pensar Almeirim - o fim, porquê?
Quando me foi solicitado um nome para a coluna assinada por mim no jornal “O Almeirinense”, foi este o que me veio à cabeça naquele instante. O texto já tinha seguido para a redacção e era necessário (leia-se, obrigatório) que o espaço tivesse um nome. Foi assim que nasceu o “Pensar Almeirim”.
Durante mais de quatro anos, com a regularidade possível, procurei a minha opinião sobre o concelho de Almeirim. E, com o surgimento do fenómenos dos blogs, resolvi levar este espaço para a internet, tentando alargar os “pensamentos” para temas mais gerais.
O “Pensar Almeirim” teve três versões: a primeira, uma segunda e, por final, a última, que teve o seu epílogo à pouco tempo atrás.
Depois de ter colocado um ponto final na coluna d’ “O Almeirinense”, e sendo o blog um apêndice do que publicava no jornal, senti que já não fazia qualquer sentido continuar com o mesmo. Para além de que, “Pensar Almeirim” restringe um pouco a possibilidade de abordar assuntos que não tenham a ver com Almeirim.
Nunca foi minha intenção deixar de escrever, seja sobre Almeirim, sobre a região, o país, o mundo. Ou inclusivé, das coisas que eu gosto… E agora faço-o com mais satisfação. Porque este é o “meu” blog.
