segunda-feira, 28 de abril de 2008

[61] Momento de reflexão e de decisão

Antes de ir ao assunto deste texto, devo informar que o mesmo apenas a mim diz respeito, sendo o meu ponto de vista pessoal sobre as próximas eleições no Partido Social Democrata.

Tenho tido alguma prudência em abordar o que está directamente ligado à vida interna do PSD, nomeadamente agora, em que a demissão de Luís Filipe Menezes abriu uma corrida à liderança nunca antes vista. No entanto, considero que nestas eleições não podem existir tacticismos, e que os apoios devem ser manifestados tendo em atenção aquilo que os candidatos representam em termos de projecto e não, pelo simples facto de este ou aquele terem mais probabilidades de vencer.

Das cinco candidaturas que se perfilam (Pedro Passos Coelho, Patinha Antão, Neto da Silva, Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes), julgo que duas delas (Patinha Antão e Neto da Silva) não conseguirão atingir os pressupostos estatutários exigidos para serem admitidas. Restam três, por sinal protagonizadas por três militantes com provas dadas. Uns mais, outros menos; uns melhores, outros nem por isso…

Destas três candidaturas, excluo a de Pedro Santana Lopes. Já teve o seu momento (que lhe foi dado de mão beijada) e o qual não foi capaz de segurar, nem no partido, nem no governo. Foram erros atrás de erros, episódios de auto-flagelação e de vitimização. Obteve um dos piores resultados eleitorais e deixou o partido fragmentado. Mas é claro que não iria deixar passar esta oportunidade em branco. Tendo sido um dos primeiros militantes a sugerir eleições directas e nunca se tendo sujeitado a este tipo de sufrágio, ele quer testar a sua popularidade junto dos militantes. Mas eu acho que o "PSD profundo" está farto de aventuras e quer navegar num mar menos revolto.

Restam dois candidatos. Manuela Ferreira Leite é a que, à partida, terá mais apoios, porque os militantes do PSD estão habituados a que, de vez em quando, surja um salvador. Foi assim com Cavaco Silva; será assim com a ex-Ministra das Finanças. Reconheço-lhe que possui aquilo que ultimamente tem faltado no PSD: competência técnica e seriedade. No entanto, para mim, não deixa de ser uma figura que representa o passado do partido e do país. O PSD necessita de olhar para a frente e não para a sua rectaguarda. E o país anseia por um PSD com visão de futuro, que não esteja amarrado ao passado.

Pedro Passos Coelho, tendo sido um militante crítico e frontal, soube assumir as suas responsabilidades. Outros, com as mesmas características, recuaram quando lhes foi exigido que avançassem.

Apoio esta candidatura porque desejo um PSD que seja sério e frontal, mas que esteja virado para o futuro, com propostas que o distingam do PS, que apresente soluções para os reais problemas dos portugueses. E não um partido virado para dentro, para as suas figuras históricas, a recordar momentos passados de glória.


Post Scriptum: Foi ontem [29.04.2008] anunciada publicamente a candidatura de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD, tendo sido apresentada a Carta de Valores, que poderá ler aqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

[60] Almeirim recebe Festival Internacional de Folclore

Louvável iniciativa do Rancho Folclórico de Benfica do Ribatejo, que conseguiu trazer ao nosso concelho grupos folclóricos de países tão distintos como Inglaterra, Turquia, Índia, Senegal, entre outros.

Entre 24 e 27 de Abril, os almeirinenses (e não só) irão ver e conhecer outras culturas, através das actuações desses grupos. De salientar, também, a exposição "O Mundo Aqui Tão Perto" que estará patente na Galeria Municipal a partir de amanhã (22.04.2008) e o lançamento do livro "Cronologia de Almeirim", do Dr. Jorge Custódio, na próxima quarta-feira.

Independentemente do balança que se fizer no final, os organizadores já estão de parabéns!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

[58] Por aqui se vê...

... a orientação estratégica que norteia a acção da maioria socialista no Executivo Municipal.

Comecei a ouvir falar das roturas nas condutas de água que abastecem Paço dos Negros durante o anterior mandato autárquico. Mas, suponho, que o problema já se arrastava há mais tempo. Inclusivé, lembro-me de um deputado municipal social-democrata (que depois passou a independente e, mais tarde, a apoiante socialista), levar uma garrafa com água recolhida na rede pública de Paço dos Negros, cuja cor dizia tudo.

Mas, para a maioria socialista que nos (des)governa, o problema de Paço dos Negros não estava na canalização; o problema residia no pavimento que, ao que me lembro, foi reparado no início deste mandato. A oposição criticou, que primeiro se deveria substituir a rede de abastecimento de águas e, só depois, repavimentar a via. Mas os acólitos socialistas fizeram "ouvidos de mercador", chegando até a enaltecer a obra. O Presidente da Câmara escudou-se no largo investimento que teria de ser feito e que, com a criação da empresa Águas do Ribatejo o problema seria resolvido. A empresa tarda em arrancar e o problema dos habitantes de Paço dos Negros continua. Por quanto tempo não se sabe...

terça-feira, 8 de abril de 2008

[57] De volta aos estudos...


O primeiro passo já foi dado: inscrevi-me para realizar a Prova de Avaliação de Capacidade.

O curso escolhido: Administração Pública.

Vamos ver como corre. Porque estar 15 anos sem estudar, perde-se um bocado o jeito...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

[56] Ausência

A minha vida profissional não tem permitido vir aqui com a frequência desejada. Até ao próximo dia 19 de Abril vai ser assim.

De qualquer das formas, estou atento ao que se passa aqui, na margem esquerda do Rio Tejo. E já sei que a PJ passou pela nossa Câmara... mas, para falar sobre isso requer tempo que agora não há.