segunda-feira, 29 de setembro de 2008

[154] Depressa e bem

Lá diz o povo que "depressa e bem, não há quem". E o edil de Almeirim, conhecedor que é da cultura popular, deveria saber que muito raramente estes ditados falham.

Pois é. Afinal, quem falhou foi ele. Anunciou, por tudo o que era sítio (órgãos de comunicação social, assembleias, reuniões), que Almeirim tinha sido o primeiro concelho da Lezíria do Tejo a ser contemplado com fundos do QREN para a construção do Centro Escolar. Verdade seja dita, foi sim senhora.

Verdade seja dita, também, na pressa de dar início às obras e de ter o equipamento pronto a tempo de ser inaugurado antes das eleições autárquicas de 2009 (o que lhe dava algum jeito), esqueceu-se, por exemplo, de que o projecto concebido não cabia dentro do terreno disponibilizado. Entre outras peripécias...

Afinal de contas, o concurso que já tinha sido adjudicado duas vezes (a primeira foi anulada), foi anulado definitivamente, pelo que a Câmara Municipal de Almeirim irá lançar um novo concurso público para a construção do Centro Escolar de Almeirim.

Espero que, desta vez, o processo corra normalmente, sem pressas, sem pressões. E se for outro Presidente da Câmara a inaugurá-la, o actual que tenha paciência. A Democracia, por vezes, pode ser ingrata.

[153] Uma nova etapa

Começa hoje, 29 de Setembro de 2008, uma nova etapa na minha vida.

A partir de agora, terei que reconsiderar as minhas prioridades. E o blog é uma das actividades que, a partir de agora, serão "prejudicadas" pela vida universitária.
A este espaço virei apenas quando algum acontecimento o justificar.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

[152] Convite para jantar

Como é do conhecimento geral, o PSD de Almeirim realizou, na passada sexta-feira, um jantar para efectuar o balanço autárquico. Jantar este que contou com a presença do Prof. António Borges, Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD.

Por si só, a realização de um evento destes, para dar a conhecer à população o que foi feito em três anos de mandato autárquico, num concelho que tem sido hostil à cor laranja, onde não existe o hábito de prestar contas a ninguém (veja-se, por exemplo, a atitude do Presidente da Câmara no caso dos processos judiciais), já seria uma notícia digna de relevo. Este jantar assumiu maior dimensão pela presença de um dirigente nacional do partido, algo que não acontecia há mais de 20 anos. Facto divulgado por vários órgãos de comunicação social, regionais e de âmbito nacional.

No entanto, houve alguns que, usando a liberdade de darem relevo ao que julgaram ser importante neste evento, salientaram em letras grandes a presença do vereador Francisco Maurício, ao invés de destacarem a iniciativa, o balanço de mandato do vereador e a presença do dirigente nacional social-democrata. Outros, ao contrário, realçaram o que de importante ocorreu na passada sexta-feira, não deixando de noticiar a presença de Francisco Maurício.

Tenho a consciência de que a presença deste autarca, eleito em listas do Partido Socialista, que já foi vice-presidente da Câmara Municipal e que se incompatibilizou com o Presidente, num jantar promovido pelo PSD local, deixou muito boa gente intrigada e atormentada. Mas, como foi dito pelo próprio, a sua presença deveu-se, única e exclusivamente, à amizade que o une ao vereador Pedro Pisco dos Santos. Se haverão mais convites, "ninguém sabe o futuro". Quanto mais não seja para outros jantares.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

[150] Almeirim e o aproveitamento das marés

A propósito desta notícia, recordo o texto escrito por mim de Maio de 2004 e publicado na rúbrica "Pensar Almeirim" no jornal "O Almeirinense", acerca do inventor almeirinense Agnelo Gonçalves David.




«Uma justa e singela homenagem
Estamos em 2004. Comemorámos os trinta anos do 25 de Abril, os 50 anos da inauguração da Praça de Toiros de Almeirim e da primeira actuação da Gente Miúda, para além de outros aniversários das colectividades locais. Mas, com esta azáfama própria de quem quer comemorar tudo, acabamos por nos esquecer de algo.

Foi em Maio de 1974, há trinta anos atrás, que um almeirinense chamado Agnelo Gonçalves David patenteou o seu invento, o Turbo-Gerador Ondo-Motriz.

Pessoa bastante observadora e com espírito inventivo, Agnelo David constatou, numas férias em Peniche, que seria possível aproveitar as ondas do mar para produzir energia eléctrica. Para além daquelas qualidades Agnelo David era, também, muito determinado. Logo colocou em prática o que tinha dentro da sua cabeça, construindo pequenos modelos que foram, posteriormente, apresentados a entidades ligadas à energia e em exposições nacionais e internacionais.

O seu invento, para quem não saiba, e segundo as palavras dele na Revista Electricidade n.º 135, “
aproveita a acção mecânica do afluxo e refluxo da ondulação para provocar a compressão e depressão numa câmara de ar existente dentro de uma estrutura fixa; a acção pneumática resultante é aproveitada para accionar a turbina. (…) Nestas condições o afluxo e refluxo da ondulação actuam como um pistão líquido, provocando a compressão e a depressão na câmara de ar. A resultante acção produz um escoamento de ar de sentido alternado localizado num respiradouro circular, de dimensão mais reduzida do que a câmara de ar e inserido na parte superior da estrutura, ficando assim aquela em comunicação com o ar exterior. É no respiradouro que se ajusta a turbina-geradora que (…) é accionada por fluxos de ar diametralmente opostos. Por tal motivo a sua concepção exigiu especial cuidado (…) uma vez que ela deve ter um sentido único de rotação, sendo perfeitamente irreversível. Este objectivo foi conseguido com êxito, tanto mais que essa turbina funciona sem válvula.


Para um leigo nesta matéria, a explicação é sem dúvida, um pouco complicada. No entanto, o que interessa é que este invento de Agnelo David foi galardoado com a Medalha de Ouro e o Prémio Especial da Cidade de Genève em 1975, para além de outros prémios conseguidos.


Ajudas a este projecto, teve poucas. As instituições oficiais não estavam para aí voltadas. A protecção do ambiente e da qualidade de vida e as energias alternativas não eram temas interessantes para os governos daquela altura. As outras foram de amigos seus que contribuíram para que não lhe faltasse motivação.

Passados que são trinta anos, Portugal esqueceu-se de Agnelo David. Surgem notícias do aproveitamento da sua invenção por outras pessoas e as entidades oficiais não se importam com a “usurpação” de um invento patenteado e nada fazem para impedir que tal aconteça, como refere Manuel Botas Constantino no seu artigo “
Do passado ao presente”, publicado neste jornal em 15 de Dezembro de 2000: “O «Correio da Manhã» de 6 do corrente [Dezembro de 2000] noticia que o Eng. Civil Virgílio Marques Preto (…) inventou uma unidade de aproveitamento da energia das ondas do mar e sua reconversão em energia eléctrica feita através de uma turbina marítima. A ideia do invento surgiu em Março de 1998 e em Novembro do mesmo ano foi registado o pedido de patente. (…) Nas palavras do próprio inventor «trata-se de uma inovação a nível mundial.
»”.

Agnelo David faleceu no dia 04 de Dezembro de 1991 sem conseguir ver o seu invento implementado. Em 17 de Fevereiro de 1992, o executivo camarário decidiu dar o seu nome àquela pequena rua que liga a Rua Bernardo Gonçalves à Praça Lourenço de Carvalho (antigo Parque das Laranjeiras). Doze anos depois, os almeirinenses (porventura muitos) não têm conhecimento da existência daquela rua com o nome de Agnelo David. Porque há doze anos que aquela rua espera por uma placa toponímica identificativa! Julgo que não será pedir muito. Apenas que no ano em que se cumpre o 30.º aniversário do registo da patente do seu invento, se preste uma justa e singela homenagem a Agnelo Gonçalves David, colocando a respectiva placa naquela rua: “Agnelo Gonçalves David – Inventor Almeirinense (1934 – 1991)”!»



[149] Tempo e paciência

Nunca criei o hábito de escrever aqui, todos os dias. Escrevo quando existem motivos para isso, quando tenho tempo e, sobretudo, quando me apetece. E, ultimamente, as duas últimas razões juntaram-se... Têm-me faltado o tempo e a paciência.

Mas, como diz o humorista, "o que tem que ser tem que ser; e o que tem que ser tem muita força", volto com a regularidade possível.

Até já...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

[147] A reentré política


No próximo dia 19 de Setembro, a família social-democrata de Almeirim irá juntar-se para fazer a sua reentré política.

O encontro, que está marcado para as 20 horas, no Salão Moinho de Vento (em Almeirim), terá como objectivo dar a conhecer aquilo que o PSD tem vindo a fazer, ao longo dos últimos três anos, nos órgãos autárquicos, nomeadamente, na Câmara Municipal de Almeirim através do Vereador eleito Pedro Pisco dos Santos.

Associam-se a este evento a Comissão Política Distrital de Santarém e, também, a Comissão Política Nacional, que se fará representar pelo Prof. Dr. António Borges, seu Vice-Presidente.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

[146] Vídeo da Semana

«And I am not frightened of dying, any time will do, I don't mind.
Why should I be frightened of dying?
There's no reason for it, you've gotta go sometime.
I never said I was frightened of dying.»

Pink Floyd, "Great Gig In The Sky"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

[143] Não há condições...

Terminou o inquérito efectuado aos leitores deste blog durante o mês de Agosto.

Apesar de, no mês passado, uma larga maioria dos inquiridos ter respondido que o actual Presidente da Câmara Municipal de Almeirim se iria recandidatar a mais um mandato autárquico, outra grande maioria (83%) respondeu, no inquérito que terminou ontem, que não tem condições políticas para se recandidatar.


Para Setembro, a pergunta que proponho é a seguinte: «Acredita na apresentação de candidaturas independentes aos órgãos autárquicos do concelho de Almeirim nas próximas eleições, em 2009?».

Como é costume, a votação está disponível até ao final do mês.