quinta-feira, 13 de maio de 2010

Era uma vez o António

O António, depois de dormir numa almofada de algodão (made in Egipt), começou o dia bem cedo acordado pelo despertador (made in Japan) às 07:00h da manhã.Depois de um banho com sabonete (made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (made in China). Vestiu uma camisa (made in Sri Lanka), jeans de marca (made in Singapore) e um relógio de bolso (made in Swiss).


Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (made in Spain), pegou na máquina de calcular (made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (made in Finland) e, após comer uma pizza (made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (made in Brazil), sentou-se num sofá (made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Valerá a pena a modernidade?

Gostava de perguntar aos economistas/políticos/comentadores que defendem, intransigentemente, as grandes obras públicas, se sabem qual o significado de "políticas orçamentais anti-ciclicas"?

Utilizando linguagem acessível a qualquer um, entende-se por políticas orçamentais anti-cíclicas o Estado poupar em tempos de crescimento económicos para que essa poupança possa ser utilizada em épocas de crise/recessão económica, ajudando a dinamizar a economia. Se isto tivesse sido feito, estaria de acordo com a realização de grandes obras públicas. O Estado substituaria os privados como motor de dinamização económica.

Acontece que, nos tempos de expansão económica, o Estado português foi gastador. E não se precaveu para fazer face a ciclos económicos adversos, como aquele que estamos a viver. Como tal, não tem recursos para poder gastar em TGV's, novos aeroportos, novas pontes. Para concretizar estas obras tem de recorrer ao crédito, aumentando, ainda mais, a nossa dívida.

Face a esta evidência, não entendo por que razão o primeiro-ministro insiste em conduzir-nos para a modernidade? De que vale sermos modernos se estivermos falidos?

terça-feira, 4 de maio de 2010

17 anos



It's not time to make a change,
Just relax, take it easy.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to know.
Find a girl, settle down,
If you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.
I was once like you are now, and I know that it's not easy,
To be calm when you've found something going on.
But take your time, think a lot,
Why, think of everything you've got.
For you will still be here tomorrow, but your dreams may not.

How can I try to explain, when I do he turns away again.
It's always been the same, same old story.
From the moment I could talk I was ordered to listen.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.

It's not time to make a change,
Just sit down, take it slowly.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to go through.
Find a girl, settle down,
if you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.

All the times that I cried, keeping all the things I knew inside,
It's hard, but it's harder to ignore it.
If they were right, I'd agree, but it's them you know not me.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.