quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O antes e o agora


(retirado daqui)

Uma visão um tanto ou quanto simplista de comparar a Europa de antes com a de agora. Mas a ideia está lá: era muito mais fácil reunir consensos numa Europa a 6 do que numa a 27.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Viver das aparências

Actualmente, o Estado (leia-se, o governo socialista) faz-me lembrar aquelas pessoas que, habituadas a um estilo de vida faustoso, em que gastavam dinheiro a rodos porque o tinham em abudância, continuam a viver da mesma forma apesar de o dinheiro já há muito se ter ido. Para colmatarem a falta de capital recorrem, primeiro, ao crédito bancário e depois, quando os bancos lhes fecham as portas (porque já não acreditam que consigam cumprir as suas obrigações), viram-se para os amigos, pedindo dinheiro emprestado, deixam de comprar nos hipermercados já que nestes não há fiado... Mas, apesar de tudo isto, continuam fiéis ao estilo de vida sumptuoso, a gastar acima das suas verdadeiras posses.

À semelhança dessas pessoas, o Estado gasta mais do que aquilo que recebe. E não faz um esforço para gastar menos. Porque sabe onde pode ir buscar...

É aqui que reside a diferença entre esta história e aquilo que se passa com o Estado. Na história, os amigos poderem recusar emprestar dinheiro, enquanto que o governo não nos pede emprestado: tira-nos sem pedir licença porque tem legitimidade para o fazer.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A falta de pontualidade = A falta de educação

A propósito dos atrasos na sessão de hoje para a leitura da sentença do Processo Casa Pia, lembrei-me dum episódio ocorrido nas minhas férias e que está relacionado com a sistemática falta de pontualidade portuguesa.

Chegados ao Aeroporto de Tunis, fomos informados pelo representante do operador turístico que iria ocorrer, no dia seguinte, a partir das 10 horas da manhã, uma reunião com um colega seu, com o intuito de nos esclarecer relativamente a assuntos relacionados com a nossa estadia. No dia seguinte, antes das 10 horas, um pouco a contra-gosto, lá estávamos no hotel (em vez que estarmos a desfrutar da praia), para ouvirmos as recomendações e as propostas do guia.

A reunião iniciou-se pouco depois da hora marcada, com a presença assídua da esmagadora maioria dos que tinham viajado por aquele operador, encontrando-se presentes cidadãos portugueses e espanhóis. Decorria a reunião há uns bons 20 minutos, entram na sala três turistas portugueses (duas mulheres e um homem), tendo o guia (tunisino) chamado a atenção para o facto de a reunião se iniciar às 10 horas e não às 10h20m. Em vez de serem humildes e pedirem desculpas aos presentes pelo atraso, estas três pessoas ainda se revoltaram contra o guia tendo, inclusive, o homem insinuado (qual defensor das damas ofendidas) partir para a agressão física.

Nesse mesmo momento senti vergonha. Vergonha, não de ser português, mas pela falta de educação daqueles compatriotas meus. E por constatar que no nosso país a pontualidade, em vez de ser regra é, cada vez mais e sempre, uma excepção.

Já vim...

... mas a falta de vontade para escrever é mais que muita!!!