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quinta-feira, 6 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Valerá a pena a modernidade?
Gostava de perguntar aos economistas/políticos/comentadores que defendem, intransigentemente, as grandes obras públicas, se sabem qual o significado de "políticas orçamentais anti-ciclicas"?
Utilizando linguagem acessível a qualquer um, entende-se por políticas orçamentais anti-cíclicas o Estado poupar em tempos de crescimento económicos para que essa poupança possa ser utilizada em épocas de crise/recessão económica, ajudando a dinamizar a economia. Se isto tivesse sido feito, estaria de acordo com a realização de grandes obras públicas. O Estado substituaria os privados como motor de dinamização económica.
Acontece que, nos tempos de expansão económica, o Estado português foi gastador. E não se precaveu para fazer face a ciclos económicos adversos, como aquele que estamos a viver. Como tal, não tem recursos para poder gastar em TGV's, novos aeroportos, novas pontes. Para concretizar estas obras tem de recorrer ao crédito, aumentando, ainda mais, a nossa dívida.
Face a esta evidência, não entendo por que razão o primeiro-ministro insiste em conduzir-nos para a modernidade? De que vale sermos modernos se estivermos falidos?
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Tenham dó de nós
«Segundo as contas de Bruxelas, à luz das políticas actuais do governo PS, a dívida pública, que representa os encargos que terão se ser pagos no futuro, atingirá os 153,5 mil milhões de euros em 2011 ou 91% do PIB, um aumento de 50 mil milhões face a 2007, ano em que começou a crise. É alarmante dizem vários economistas.»
Com uma dívida pública prestes a atingir os 100% do PIB, ainda nos querem impingir que a salvação da economia português é a construção de grandes obras públicas... Tenham dó de nós e dos que hão-de vir, pois serão eles a pagar a factura deste despesismo desenfreado.
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