Nos últimos tempos, há quem queira passar a imagem de que os partidos políticos são o mal de toda a sociedade e que, por sua vez, as listas de independentes são a cura para esse mal. Discordo deste ponto de vista, que considero bastante redutor. Tanto os partidos políticos, como as listas de independentes, são compostos por pessoas, que agem e procedem de formas diferentes. Em ambos os casos, existem pessoas íntegras, que colocam em primeiro lugar o interesse público, e outras cujo o único interesse é servirem-se, a si e aos seus amigos, ocupando lugares de topo na Administração Pública.
Devo dizer que acho piada a alguns destes personagens que agora se dizem "independentes". Durante anos fizeram parte da engrenagem de máquinas partidárias e daí retiraram vantagens, nomeadamente ao nível profissional, desempenhando funções em institutos e empresas públicas. Mas agora, quando as circunstâncias mudaram e já não têm lugar nas máquinas partidárias, afirmam que os partidos políticos são castradores do desenvolvimento e do bem estar social e que estão desenquadrados das realidades locais.
O PSD foi, em tempos, apelidado de "catch all party", pois apanhava todos aqueles que estavam descontentes com os seus anteriores partidos e tinham batido com as portas (Zita Seabra, Lucas Pires são disso exemplo). Mas também se pode entender "catch all party" como aqueles que querem um lugar ao sol e, por isso, vão entrando e saindo dos partido políticos até encontrarem aquele que tenha reservado, para eles, essa posição de destaque.
Porque é um acto de coragem, num concelho onde predomina o caciquismo, levar por diante uma candidatura sem o apoio formal de um partido político e, porque é de um independente que se trata, e apesar de estarmos em campos políticos diferentes, quero felicitar o Dr. Francisco Maurício pela sua decisão de levar por diante a sua candidatura. Como escrevi aqui, ele não iria deixar fugir a oportunidade de se confrontar em eleições com Sousa Gomes. Mas, também, como professor de matemática, saberá que as probabilidades são reduzidas e as estatísticas não estão do seu lado.
Devo dizer que acho piada a alguns destes personagens que agora se dizem "independentes". Durante anos fizeram parte da engrenagem de máquinas partidárias e daí retiraram vantagens, nomeadamente ao nível profissional, desempenhando funções em institutos e empresas públicas. Mas agora, quando as circunstâncias mudaram e já não têm lugar nas máquinas partidárias, afirmam que os partidos políticos são castradores do desenvolvimento e do bem estar social e que estão desenquadrados das realidades locais.
O PSD foi, em tempos, apelidado de "catch all party", pois apanhava todos aqueles que estavam descontentes com os seus anteriores partidos e tinham batido com as portas (Zita Seabra, Lucas Pires são disso exemplo). Mas também se pode entender "catch all party" como aqueles que querem um lugar ao sol e, por isso, vão entrando e saindo dos partido políticos até encontrarem aquele que tenha reservado, para eles, essa posição de destaque.
Porque é um acto de coragem, num concelho onde predomina o caciquismo, levar por diante uma candidatura sem o apoio formal de um partido político e, porque é de um independente que se trata, e apesar de estarmos em campos políticos diferentes, quero felicitar o Dr. Francisco Maurício pela sua decisão de levar por diante a sua candidatura. Como escrevi aqui, ele não iria deixar fugir a oportunidade de se confrontar em eleições com Sousa Gomes. Mas, também, como professor de matemática, saberá que as probabilidades são reduzidas e as estatísticas não estão do seu lado.