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quarta-feira, 19 de março de 2008

[52] Os resíduos perigosos passarão por aqui

Depois de já ter abordado este assunto aqui, volto ao mesmo apenas para dar conta daquilo que parece já estar decidido.

Em declarações aos jornalistas após uma reunião com os municípios, o Presidente da CCDR-LVT, Engenheiro Fonseca Ferreira, afirmou que o PROT-OVT (Plano Regional de Ordenamento do Território-Oeste e Vale do Tejo) dá prioridade ao prolongamento da A13, com a construção "de um novo troço onde era a antiga nacional 13 que passa por Coimbra, Tomar, Chamusca, Alpiarça e Almeirim."

Entendo que esta frase quer dizer que, o prometido IC3 vai passar a troço da A13, com a respectiva inclusão de portagens. Quer isto dizer que, mesmo com esta via de comunicação concluída e pronta a receber o tráfego automóvel, os veículos pesados vão continuar a passar dentro das nossas localidades. Quer isto dizer que os resíduos industriais perigosos que se destinarão aos CIRVER da Chamusca passarão dentro das nossas localidades já que, por aqui, não pagam portagens.

Infelizmente, a maioria da população do nosso concelho, principalmente da cidade de Almeirim, ainda não se aprecebeu do perigo constante que vai ser o atravessamento das principais vias de acesso (estradas nacionais 114 e 118). Infelizmente, para quem nos governa a nível local está tudo bem. No pasa nada... Até um dia!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

[24] O IC3 e as portagens

Prometidas há tantos anos pelos sucessivos governos centrais, parece que as obras do Itinerário Complementar (IC) 3, que ligará Almeirim a Tomar, vão arrancar dentro em breve. Pelo menos, o Estudo de Impacto Ambiental do troço entre Almeirim e a Golegã já esteve em consulta pública.

Esta infra-estrutura rodoviária é de extrema importância para as localidades que são servidas por ela. Tão apenas e só pelo facto dessas localidades virem reduzidos os veículos que circulam pelas Estradas Nacionais que as atravessam, nomeadamente a EN118 que passa, entre outros, por Almeirim, Alpiarça e Chamusca.

No entanto, e enquanto o IC3 não é construído, estas localidades vão ver aumentar a quantidade de veículos pesados que as atravessam, com a agravante de muitos deles transportarem resíduos industriais perigosos afim de serem tratados nos CIRVER, a partir do início do próximo ano. Não só aumentará o fluxo de tráfego como aumentará, também, a perigosidade das matérias transportadas.

Ora, o IC3 teria aqui um papel fundamental, retirando a perigosidade de dentro das localidades.

Mas, pelo vistos, o actual governo prevê introduzir portagens nesta via, dependendo do novo modelo de gestão da Estradas de Portugal. Como diz o povo português, “onde há fumo, há fogo”. E não foi por acaso que o Presidente da Câmara de Almeirim referiu, no último verão, em entrevistas a jornais regionais, que se estava a equacionar a implementação de portagens no IC3 como forma de acelerar a sua construção.

Sou a favor do modelo utilizador/pagador. Se utilizo uma via que me dá mais comodidade e mais segurança, devo pagar por isso. Mas, apenas e só, se existirem alternativas a essa via. Ora, nesta situação do IC3/veículos pesados/CIRVER, não creio que as Estradas Nacionais, nomeadamente a EN118 que atravessa Almeirim, sejam alternativas a um IC3 com portagens.

Por isso, considero que os autarcas dos concelhos directamente visados pela implementação das portagens no IC3 devem tomar uma posição sobre este assunto. E escolher o que será melhor para as populações que os elegeram e não cederem a políticas governamentais que, nos últimos tempos, apenas têm em conta o factor monetário.