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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O que mais preocupa a população?

O jornal "O Almeirinense" formulou, a todos os cabeças-de-lista às Juntas de Freguesia, a seguinte questão:
«Tendo em atenção que as Juntas de Freguesia são os órgãos autárquicos mais próximos das populações, o que mais preocupa a população da sua freguesia? O que consideram os fregueses ser prioritário em termos de atenção?»



Aqui fica a minha resposta que, como a de todos, ficou limitada ao espaço de 1500 caracteres. Muitos mais problemas preocupam a população da freguesia de Almeirim.
«Elejo a saúde e a (in)segurança como duas áreas causadoras de preocupação à população da Freguesia de Almeirim. Ambas têm dois pontos em comum: estão dotadas de bons e modernos equipamentos mas, simultaneamente, têm um elevado deficit de meios humanos.

Na saúde, assistimos a uma escassez de clínicos no Centro de Saúde, originando que milhares de utentes não tenham um médico de família. Quando têm necessidade de recorrer a um serviço de saúde, ou vão de madrugada para conseguir uma consulta, ou dirigem-se às urgências, acabando por congestionar este serviço ou, os que têm possibilidades, vão à medicina privada. No PSD entendemos que todos os cidadãos devem usufruir de serviços públicos de saúde. Uma das nossas propostas nesta área passa pela atribuição de bolsas de estudos a alunos da freguesia que ingressem no curso de Medicina e que se comprometam a exercê-la no nosso Centro de Saúde. É um pequeno contributo para tentar resolver este enorme problema.

A insegurança também tem sido matéria de preocupação para os almeirinenses. As vias de comunicação que atravessam Almeirim têm trazido, para aqui, alguma da criminalidade mais violenta. Os assaltos a dependências bancárias e aos CTT são disso exemplo. A força da GNR deveria ter sido reforçada, a par dos meios técnicos, com mais meios humanos. Deveriam, por outro, ter uma actuação de maior proximidade junto da população, privilegiando a prevenção. Como Presidente da Junta de Freguesia de Almeirim irei desenvolver esforços nesse sentido.»



Descontentes de quem???

Com a entrada de mais uma força no xadrez político de Almeirim, é muito difícil tentar adivinhar quais serão os resultados eleitorais. Mas há sempre alguém que, do alto da sua pretensa sabedoria, tente emitir prognósticos para o resultado final, como se conseguisse ler as mentes dos eleitores de Almeirim.

Este "analista" político quer, por toda a força, convencer o eleitorado que o melhor é votar em todos os partidos, excepto no PSD. Para tal, não tem qualquer problema em recorrer à mentira quando afirma que
«com o MICA estão os descontentes do PSD»
É sabido que os descontentes são os do PS e não os do PSD. Armindo Bento, Vitor Figueiredo, Elisa Zola não são militantes do PSD. Francisco Maurício não foi eleito vereador da Câmara Municipal de Almeirim nas listas do PSD. Aquilino Fidalgo não foi substituir, em duas reuniões do Executivo Municipal, o vereador do PSD. Para não falar noutras pessoas que integram as suas listas. Portanto, sejamos sérios! O MICA tem os descontentes do PS e não os do PSD.

Continuando a leitura desta análise, noto algum azedume por parte do seu autor quando afirma que a abstenção irá ser elevada.
«Porque todos os ilustres candidatos são muito fracos em questões de desenvolvimento produtivo e económico»
Não acredito que os partidos concorrentes a estas eleições escolhessem os seus piores elementos para protagonizarem uma candidatura. Todos querem a vitória e esta só se consegue com os melhores. Noto, no entanto, que nesses, nos melhores, naqueles que se candidatam porque acreditam que podem melhorar a vida dos seus conterrâneos (e cujo número ronda o meio milhar), não se encontra o autor dessa análise. Por alguma razão será...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

[120] "Na lonjura, a saudade"

A última edição de "O Almeirinense" dá-nos conta da edição de um livro pelo Professor Cândido Azevedo, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, revertendo as receitas da venda do mesmo a favor do Lar de S. José. Um gesto altruísta que só dignifica e prestigia, ainda mais, o seu autor.

O livro não é mais do que a compilação dos textos da sua autoria que, ao longo de três anos, foram publicados naquele jornal com o título "Na lonjura, a saudade" e que falam, sobretudo, da diáspora portuguesa por terras do Extremo Oriente, onde o Professor Cândido Azevedo se encontra radicado há alguns anos.

A sessão de apresentação do livro realizar-se-à no próximo dia 13 de Agosto, pelas 18 horas, na sede da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim. Em simultâneo, será inaugurada a exposição "Livros Portugueses editados em Macau", e que estará patente na Galeria Dr. João César Henriques.